Desafios Web 2.0 em Educação
Blog de Apoio ao Artigo “Desafios Educacionais em Ambientes Web 2.0″Triagem de Informação – 3.º Ciclo
«Computers are very good at information, if you can locate the information you need. Computer systems are very convenient to use and they deliver their results with great speed. However, what is the use of blinding speed and complete convenience if the results are inaccurate, incomplete, or misleading? » (Michael Gorman, 2007). Esta questão, levantada por Michael Gorman, alerta-nos para as dificuldades com que os professores se deparam quando pretendem desenvolver nos alunos as competências de pesquisa e selecção de fontes provenientes da web. Nas palavras do pediatra Mário Cordeiro, «observa-se, actualmente, um excesso de informação disponível, com acréscimos exponenciais em grande escala, embora mais de quatro quintos dessa mesma informação seja viciada, factualmente errada, inconclusiva, incompleta ou irrelevante. E, ainda por cima, a triagem entre a informação importante e o “lixo” informativo é por vezes muito difícil.» (Mário Cordeiro, 2006)
É essencial que os jovens sejam acompanhados e orientados pelos professores/educadores, com o objectivo fundamental de desenvolver as suas competências de pesquisa, selecção e organização da informação, para a transformar em conhecimento mobilizável. «Chama-se competência ao conjunto de conhecimentos, capacidades e atitudes entendido como saber em acção ou em uso. Assim, as competências são capacidades para aplicar o saber, capacidades para resolver problemas e agir face a situações novas.» (Cláudia Amaral, 2006). Apontam-se, de seguida, algumas estratégias que contribuirão para o desenvolvimento progressivo do espírito crítico do aluno face à informação web:
Utilizar, preferencialmente, os endereços das páginas indicadas pelos professores, ou indicados nos manuais do aluno (ter o cuidado de consultar mais do que um) e cruzar a informação; não confiar logo na primeira resposta que o motor de busca devolve à palavra introduzida para pesquisa; ver também as páginas seguintes; experimentar alternativas à palavra ou expressões introduzidas para pesquisa; adoptar uma atitude céptica face ao conteúdo, ou seja, interrogar as fontes consultadas e os factos aí apresentados, no sentido de aferir se o que se está a ler ou ouvir é correcto ou não; tentar relacionar os factos apresentados nas várias páginas, agrupando-os, reorganizando-os, colocando hipóteses, interpretando-os e dando-lhes sentido; identificar o autor da página e evitar as páginas anónimas (nestas há maior probabilidade de existirem factos misturados com alguma ficção). Verificar se a página consultada, apresenta um ou mais dos seguintes aspectos: indicação do autor responsável pelo conteúdo (assinatura) e/ou administrador da página; endereço de correio electrónico da pessoa responsável pelo conteúdo; existência de um local na página para correcções e clarificações ou para inserir comentários; filiações/ligações ou pertença da página a determinadas organizações reconhecidas; existência de citações e/ou referências bibliográficas no conteúdo; exactidão e clareza da informação (legibilidade, ausência de erros ortográficos, gramaticais ou de conteúdo); política de privacidade; atribuição de algum prémio à página.
Os professores/educadores têm, ainda, à sua disposição alguns mecanismos, como o uso de filtros de páginas web e palavras-chave, no entanto, esta é uma atitude muito pouco pedagógica, já que a experiência nos ensinou que “o fruto proibido é o mais apetecido”. Embora essa seja uma decisão que caberá aos professores/educadores, parece-nos que proibir em nada contribuirá para desenvolver nos jovens a sua autonomia enquanto cidadãos responsáveis, conscientes dos benefícios que a internet proporciona, bem como dos seus perigos.
Ainda sem comentários »
O seu comentário:
HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>